Entrevista EXCLUSIVA com Michelson Borges

O jornalista e mestre em Teologia Michelson Borges concede uma entrevista exclusiva ao blog Criacionismo Brasil..

Interdependência

Nosso corpo assim como o dos animais apresenta partes que são interdependentes uma das outras, ou seja, partes que dependem da existência...

A ciência e seus limites

Na minha leitura do livro Origens de Ariel A. Roth que é PhD em biologia, me deparei com uma frase que me proporcionou uma profunda reflexão...

Um Homem diferente

Há dois mil anos houve um Homem que nasceu contra todas as leis da vida. Esse Homem viveu na pobreza e foi criado na obscuridade. Não viajou muito. Só uma vez ..

Onde está Deus?

A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada em um conhecido programa de televisão ("Early Show") quando a repórter Jane Clayson lhe perguntou: "Como Deus podia...

domingo, 17 de outubro de 2010

A ciência pode nos dizer o que é bom?

A ciência está rapidamente se tornando a religião do homem moderno, e a iniciativa para desbancar o cristianismo vem sendo tomada pelos novos ateus, como Sam Harris. Jon Stewart, do The Daily Show, entrevistou Harris no começo desta semana sobre seu novo livro, no qual ele argumenta que a ciência pode nos guiar ao verdadeiro conhecimento do que é bom. Ele não tem em vista o bom no aspecto utilitário, como no caso da máquina que trabalha, ou da medicina que cura, mas bom no sentido moral, como um caminho superior para viver a vida, que é única. Harris começou a entrevista apontando que o mundo tem um problema: encontrar um código moral comum pelo qual viver. Ele lamenta que os únicos que pensam haver verdadeiramente respostas corretas para questões morais são religiosos fanáticos [sic] que imaginam a Terra sendo da idade de seis mil anos. Todos os outros, ele argumenta, pensam que há algo suspeito sobre a noção de moral verdadeira. A despeito disso, ele insiste, apesar de tudo, que a ciência pode ceder naquilo que se tem considerado os cristãos errados por todos estes séculos: verdadeiras respostas sobre moral. Ela pode prover isso, afirma Harris, sem a bagagem da religião, a qual ele insiste dar ao povo más razões para sermos bons, enquanto boas razões – presumivelmente vindas da ciência – estão disponíveis atualmente.


Harris é provavelmente bem intencionado – acima de tudo, o mundo tem realmente um problema –, mas ele faz uma confusão básica. Ele está assumindo que, pelo fato de algumas pessoas abusarem da religião e fazerem coisas erradas em nome da religião, a religião em si não pode ser uma origem para o verdadeiro conhecimento moral. O comportamento de pessoas más, é evidente, nos revela algo sobre aquelas pessoas, mas não muito sobre se a religião que elas se propõem a seguir é verdadeira ou não. Harris comete esse erro para tentar conseguir que a ciência faça algo que ela não pode. Entendendo que a ciência é boa em sua busca pela verdade, com todos os seus modelos, e que a ciência é moderna e não possui a bagagem da “religião organizada”, ele conclui que a ciência é a escolha perfeita para o moderno e neutro banco de dados.


Mas isso é simplesmente falacioso. A ciência não pode descobrir verdadeira moral mais do que ela pode explicar por que a coragem na batalha é preferível à covardia. Sobretudo, a covardia não seria mais satisfatória para salvar sua vida e preservar seus genes para a próxima geração? A ciência pode analisar a frequência estatística da coragem, e talvez porque ela esteja ocorrendo no cérebro de uma pessoa destemida, mas ela não pode jamais nos dizer porque é “melhor” arriscar a vida pela salvação da vida de um amigo.


Stewart nunca se incomodou em desafiar Harris sobre conceitos tais como “melhor”, ou a definição de “bom”, para que se importasse. Como pode Harris usar a ciência para determinar o que é bom, sem primeiro ter noção do que é “bom”?! Cada exemplo de “bom” não é significativo somente se, em primeiro lugar, alguém tem em mente uma escala, um continuum no qual as coisas se movam do terrível, para o ruim, para o bom, para o melhor, e, por último, e talvez apenas teoricamente, para o “melhor”? Qual é a origem dessa escala para Harris?


Stewart nem se incomodou de pedir a Harris que explicasse como a ciência – essa suposta origem do conhecimento moral – poderia, por exemplo, condenar um verdadeiro Dr. Mal, como o famigerado Anjo da Morte do Terceiro Reich de Hitler. Educado na Universidade de Frankfurt em Medicina e Filosofia, a dissertação de Josef Mengele em 1935 trata de supostas diferenças raciais na estrutura da mandíbula inferior. Seu trabalho “científico” incluiu do mesmo modo descidas bárbaras dentro do mal, como deixar pacientes em câmaras de pressão, testando-os com drogas, experimentos com castração, congelamento e exposição a outros traumas. Outros experimentos ameaçadores incluíram tolerância a isolamento, injeções com germes letais e a remoção de órgãos. Seus registros de laboratório estavam sem dúvida meticulosamente documentados e ele não estava, aparentemente, violando qualquer das “leis” do estado nazista. Esse monstro poderia sem dúvida explicar que ele estava meramente usando o método científico para melhorar a vida daqueles que os nazistas consideravam dignos. E, a fim de não pensarmos somente nos regimes bárbaros, como os de Hitler, poderíamos descer dentro de escuridão semelhante: notícias recentes revelam experimentos feitos por cientistas americanos na década de 1960, nas quais pacientes mentais foram intencionalmente expostos a doenças venéreas.


Então, não Sr. Harris, a ciência pura não está onde você poderá encontrar conhecimento moral. A ciência é meramente uma metodologia para adquirir conhecimento prático, para coletar evidência, descrever inferências e testar uma de suas descobertas. Ela não pode realmente responder questões profundas. Ela não pode nos dizer por que nos reconhecemos e amamos a beleza, ou o que é o amor, o que importa. Ela não pode explicar como sabemos que lealdade é boa e traição, má, ou o que o mal é atualmente. Ela não pode demonstrar por que música ou poesia, ou uma poderosa história podem comover a alma, ou dar sentido ao sentimento de reverência quando olhamos para os céu em uma noite estrelada. Mais significativamente, como Mengele esclareceu, ela não pode prover embasamento para nosso conhecimento moral, que todos os seres humanos têm intrinsecamente valor e explicar por que o valor deveria ser respeitado.


Não, Sr. Harris, se você precisa responder sobre o que é bom, o que é certo, o que é nobre – o que é melhor para o futuro da humanidade –, você deveria primeiro identificar o início de tudo o que é bom, tudo o que é certo, tudo o que é nobre. Mas você não encontraria essas respostas em um livro de ciência. A fonte da ciência, e de tudo o mais, foram deixados em um livro diferente.


(Traduzido do blog PleaseConvinceMe e republicado por Questão de Confiança)

Frase da semana #8

“Para ser ateu, é necessária uma medida de fé infinitamente maior do que para admitir todas as grandes verdades que o ateísmo nega”. 
Joseph Addison.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Coisas do ateísmo...

[CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR]

A partir de hoje estou inaugurando aqui, neste blog, postagens de charges de minha autoria.

domingo, 10 de outubro de 2010

Terremoto atinge Brasília

Um terremoto de 4,5 graus na escala Richter, considerado de intensidade moderada, foi sentido ontem em Brasília, provocando correria e sustos. Segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), o tremor foi um dos maiores já registrados na região central do País. O epicentro foi a 250 km da capital federal, na divisa entre Goiás e Tocantins, onde os pesquisadores observam atividade sísmica desde a década de 1990.

Um terremoto dessa intensidade já pode provocar danos, mas é incapaz de derrubar prédios, segundo o professor George Sand França. "Só vai balançar um pouquinho", comentou.

França, no entanto, observou que na região do município de Mara Rosa (GO), próxima do epicentro, o impacto foi maior. O terremoto foi registrado às 17h17 pelo Observatório Sismológico da UnB. Segundo os pesquisadores, a duração na região deve ter ficado entre 20 e 30 segundos no epicentro, enquanto que em Brasília não passou de 5 segundos. A avaliação preliminar da UnB é a de que o terremoto foi causado por movimentos bruscos em falhas da placa sul-americana.

Fuga. O prédio do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) foi esvaziado após o tremor. Assustados ao perceberem que o chão estava tremendo, funcionários do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também abandonaram a Corte. No fim da tarde, integrantes da equipe de segurança avisaram que a situação já estava normalizada e todos poderiam voltar ao trabalho. Funcionários do 4.º andar do Palácio do Planalto também sentiram tremores e foram orientados pela segurança e pelos bombeiros a descerem pelas escadas. Mas o prédio não foi evacuado.

O Corpo de Bombeiros atendeu chamadas de moradores de várias regiões do Distrito Federal, como Taguatinga, Ceilândia e Plano Piloto. O maior terremoto anterior da história do DF ocorreu em 2000, tendo como epicentro a cidade-satélite de São Sebastião; na ocasião, a magnitude chegou a 3 graus. Mesmo assim, o tremor de ontem passou batido para alguns brasilienses, como a arquiteta Rosângela Correa. "Estava encostada na parede, quando senti o tremor. Estava tão concentrada numa tarefa que nem me importei", disse. Ela trabalha em um edifício no centro de Brasília.

Segundo França, no dia 4 um tremor de 3,6 graus foi sentido na mesma região entre os Estados de Goiás e Tocantins, o que indica que novos terremotos podem ocorrer. "Todo tremor quando ocorre tem a possibilidade de ocorrer réplicas. Normalmente a natureza responde com magnitude menor que o normal, mas nunca podemos afirmar se será maior ou menor."

Agora, os professores da UnB trabalham para fazer uma localização mais exata do epicentro do terremoto que sacudiu Brasília ontem.

(Estadão)

Nota: Pensar que cresci ouvindo dos meus professores que terremotos no Brasil era algo praticamente impossível de acontecer. Porém hoje já se tornou algo comum. As palavras de Jesus nunca falham. Como Ele disse: "Porquanto...haverá...terremotos, em vários lugares." Mateus 24:7. Já não está se cumprindo? Que pode o homem afirmar agora?

Frase da semana #7

"O Deus supremo é um ser eterno, infinito e absolutamente perfeito"
Isaac Newton

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mestre do Universo - Adon Olam

Um lindíssimo poema judaico:


"Mestre do universo que tem reinado
antes mesmo que qualquer coisa tenha sido criada
no momento em que tudo foi feito segundo Sua vontade
como Rei foi então o Seu nome proclamado


E depois que tudo chegar ao fim
somente o Temível continuará a reinar
Ele que era, Ele que é
Ele que sempre será em glória


Ele é Um e não há outro
que possa ser comparado ou posto ao Seu lado
sem princípio, sem fim
a Ele a força e o domínio


Ele é meu D-s, meu Redentor vivo
Rocha de minhas dores no momento da angústia
Ele é meu estandarte e o meu refúgio
a porção do meu cálice no dia em que O invocar


Nas Suas mãos eu depositarei o meu espírito
no momento do sono e então despertarei
e junto com meu espírito também meu corpo
o Eterno está comigo e eu não temerei"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Esqueça a “sopa morna”; a vida “surgiu” no gelo

Uma transição crucial na origem da vida foi o surgimento de um polímero de informações capaz de autorreplicação e sua compartimentalização dentro das estruturas protocelulares. A pesquisa mostra que as propriedades físico-químicas do gelo, um meio simples abundante na Terra primitiva de clima temperado, poderia ter mediado essa transição antes do surgimento das protocélulas membranosas. O gelo não apenas promove a atividade de uma ribozima polimerase do RNA, mas também a protege da degradação hidrolítica, permitindo a síntese de replicação de produtos excepcionalmente extensos. O gelo reduz a dependência da replicação do RNA em concentrações de substratos pré-bioticamente implausíveis, oferecendo uma compartimentalização quasicelular na microestrutura complexa da fase eutética. Já foi demonstrado que as fases de gelo eutético promoveram uma nova síntese de precursores de nucleotídeos, bem como a condensação de nucleotídeos ativados em RNA oligômeros aleatórios. O resultado da pesquisa demonstra um papel mais amplo para o gelo como um ambiente de predisposição, promovendo todas as etapas da síntese pré-biótica para o surgimento da autorreplicação do RNA e a evolução darwiniana pré-celular.

(Attwater, J., Wochner, A., Pinheiro, V., Coulson, A., & Holliger, P. [2010]. “Ice as a protocellular medium for RNA replication.” Nature Communications, 1 [6], 1–8)

Nota do blog Criacionismo: É interessante notar como as teorias sobre a origem e evolução da vida vêm e vão. Pelo visto, a “sopa morna” já foi aposentada (só não avisaram os autores de livros didáticos). A novidade agora é o gelo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Físico questiona limites da ciência

Relatos sobre a morte da ciência em geral são enormes exageros – ao menos, é o que pareceu até hoje. Um físico britânico, Lord Kelvin, supostamente declarou, em 1900, que “não há nada novo para ser descoberto na física, o que resta são medidas cada vez mais precisas”. Contudo, logo veio a teoria da relatividade e a física quântica para desmenti-lo. Em 1996, um Best-seller de John Horgan chamado O Fim da Ciência foi publicado. Mas, novamente, nenhum sinal de a profecia ser concretizada. Em The End of Discovery: Are We Approaching the Boundaries of the Knowable, Russel Stannard novamente prevê o fim da ciência. O livro gira em torno de três ideias: a primeira é de que o cérebro – que evoluiu para sobreviver na selva [segundo a concepção evolucionista], e não para lidar com os mistérios da teoria das cordas – pode ser inadequado para progredir com a ciência a ponto de explicar tudo. A segunda é que é tecnicamente impossível provar todas as ideias concebidas pelos homens. E, por fim, é provável que o objetivo final dos cientistas – que seria “a explicação de tudo” – de fato não existe.

No livro, Stannard questiona parâmetros e faz grandes perguntas. Além de examinar os problemas da consciência, ele divaga sobre o sentido de achar uma explicação para o Big Bang e faz perguntas como “É lógico falar sobre livre-arbítrio em um universo que aparenta ser determinista?”, “O que é o tempo?” e “Por que o universo permitiu a evolução [sic] de vida consciente, e isso já aconteceu em algum outro lugar?”

Apesar de não falar sobre religião, a obra de Stannard foi quase que cronometrada para servir de contraponto ao livro de Stephen Hawking e Leonard Mlodinow que rejeita a necessidade da existência de Deus. O livro de Stannard – professor de física aposentado e autor de livros infantis sobre a física quântica – é um chamado para que cientistas exercitem sua humildade face à estupefação dos mistérios da existência. [...]

(Opinião e Notícia)

Nota do blo Criacionismo: Se o cérebro humano “evoluiu para sobreviver na selva” e se trata de mero amontoado de moléculas, o que garante que seja confiável a conclusão de Stannard ou de qualquer outro ser humano sobre quaisquer outros assuntos? Por que devo aceitar como “adequadas” as conclusões de um cérebro animal a respeito da não existência de Deus, do naturalismo filosófico ou mesmo da macroevolução? Por que devo acreditar que esse cérebro materialista é capaz de entender a realidade que o cerca? E o que esse cérebro materialista teria a dizer sobre o que está além do material (sobrenatural), se não evoluiu para entender isso? Bem, se se limitar à visão naturalista, Stannard está certo em suas conclusões. Mas, como sou teísta e não creio que o cérebro seja apenas um amontoado de moléculas, penso de maneira totalmente diferente: assumo que a ciência experimental se constitui numa ótima ferramenta para entender a realidade, já que, a despeito de suas limitações como método e dos limites da compreensão humana, posso ter alguma certeza de que compreenderei os fenômenos da natureza porque fui criado para pensar e aprender.

domingo, 3 de outubro de 2010

Frase da semana #6

“A ciência sem religião é manca; a religião sem ciência é cega”.
Albert Einstein.

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More