Entrevista EXCLUSIVA com Michelson Borges

O jornalista e mestre em Teologia Michelson Borges concede uma entrevista exclusiva ao blog Criacionismo Brasil..

Interdependência

Nosso corpo assim como o dos animais apresenta partes que são interdependentes uma das outras, ou seja, partes que dependem da existência...

A ciência e seus limites

Na minha leitura do livro Origens de Ariel A. Roth que é PhD em biologia, me deparei com uma frase que me proporcionou uma profunda reflexão...

Um Homem diferente

Há dois mil anos houve um Homem que nasceu contra todas as leis da vida. Esse Homem viveu na pobreza e foi criado na obscuridade. Não viajou muito. Só uma vez ..

Onde está Deus?

A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada em um conhecido programa de televisão ("Early Show") quando a repórter Jane Clayson lhe perguntou: "Como Deus podia...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fé traz mais felicidade do que dinheiro

Uma pesquisa feita pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, tentou mapear quais fatores trazem felicidade às pessoas. Para isso foram feitas entrevistas com mais de 450 mil americanos, que responderam a um questionário sobre quantas vezes se sentiram felizes e sorridentes recentemente, qual seu nível de estresse e qual nota dariam de 0 a 10, sobre seu estado de satisfação com a vida. A nota média foi de 6,76. Depois disso, as respostas foram cruzadas com dados gerais sobre a vida dos participantes.

O fator que esteve mais relacionado com a felicidade foi a religiosidade, que superou inclusive a riqueza material. Quanto ao dinheiro, foi constatado que o mais importante não é ser exatamente rico, mas não ser pobre. Após a renda mensal de R$ 11 mil, o dinheiro não fazia mais diferença no bem-estar dos participantes.

Por outro lado, a solidão foi o que mais causou infelicidade – até mais do que um problema crônico de saúde. Ter filhos foi outro fator que favoreceu a felicidade.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mídia aposta em espiritismo para elevar a audiência

[Entre colchetes estão os meus comentários]
"Escrito nas Estrelas" chegou ao fim na sexta-feira (24). A novela de Elizabeth Jhin, que teve o capítulo final reprisado no sábado (25), é apenas mais um exemplo de obra ficcional que traz a temática espírita como carro-chefe. A indústria cultural, tanto da TV quanto do cinema, tem aproveitado da expansão do espiritismo usando o tema em diversas produções.

Se você tem ou já teve a impressão de ouvir falar muitas vezes sobre isso ultimamente, saiba que não é somente mera coincidência [não é mesmo!]. Pode-se dizer até que há um levante espírita em curso no entretenimento do nosso país[e isso não é de agora]. Só para se ter uma ideia, o Brasil, de acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem 2,3 milhões de pessoas que se declaram espíritas ou simpatizantes do segmento. Os adeptos, inclusive, questionam esses número, alegando que são menores do que a realidade.

E se hoje o país é considerado uma das maiores potências espíritas do mundo, grande parte dos méritos é, sem dúvida, atribuída ao mineiro Chico Xavier, considerado o maior médium desde Allan Kardec, tido como o “fundador“ da crença. Há quem diga, inclusive, que Chico teria sido a reencarnação de Kardec [talvez fosse mais correto afirmar: "a mesma inspiração que Kardec"]. Ele, porém, nunca negou, mas também nunca afirmou nada.

Falar da vida após a morte, tema que já inspirou as novelas “A Viagem” (1994), “Anjo de Mim” (1996), “Alma Gêmea” (2005), “O Profeta” (2006) e agora, a mais recente “Escrito nas Estrelas”, voltou com força total em 2010. Abordar o assunto pode fornecer um certo alívio à principal angústia humana, que é a da morte, sugerindo que a vida pode não terminar com a morte fisica, da matéria ["certamente não morrereis" - disse Satanás a Eva - Gêneses 3:4].

Em “Escrito nas Estrelas”, por exemplo, o espírito do personagem vivido pelo jovem ator Jayme Matarazzo morreu no primeiro capítulo, mas circulou ao longo de toda a trama. Para Pedro Vasconcelos, um dos diretores da novela das 18 horas, trabalhar com a espiritualidade sempre será instigante para o público justamente pelas perguntas sem respostas [para quem não conhece as verdades bíblicas].

“O povo brasileiro é, sem dúvida, muito religioso e, por isso, ele gosta de ver histórias bem escritas e bem dirigidas sobre o tema. Sem falar que tudo que está relacionado com vida após a morte parece que desperta mais interessa, de fato, a todos nós. Há uma curiosidade natural já do ser humano em saber o que rola do lado de lá” [esta "curiosidade" custou caro a Saul e muitos outros], refletiu, em entrevista ao Famosidades.

Mesmo sendo católica , a autora Elizabeth Jhin mostrou ao público um universo criado a partir de elementos espíritas [não havia necessidade do "mesmo sendo"]. Ela afirmou acreditar na existência de um outro plano. "Estou apaixonada pela busca de entender, seja em qualquer religião, essa transcendência que há entre os mundos", confessou a autora.

Mas o espiritismo não é novidade somente na teledramaturgia. Desde a primeira versão da novela “A Viagem”, exibida em 1975, produzida pela Rede Tupi e escrita por Ivani Ribeiro, essa temática atrai diversos espectadores. O remake da trama, que voltou a ser exibido em 1994 na TV Globo, fez tanto sucesso que já foi reprisado duas vezes no "Vale a Pena Ver de Novo", da emissora carioca.

No folhetim, o mau-caráter Alexandre, interpretado pelo ator Guilherme Fontes continua atormentando sua família mesmo depois de morto. No último capítulo, a novela trouxe uma bela mensagem : "A vida continua… E a morte é uma viagem [para o inferno]...". Impossível não refletir sobre o tema.

A atriz Giulia Gam, que ganhou alguns prêmios por conta da excelente atuação em “Dona Flor e seus Dois Maridos” (onde um de seus maridos "retorna após a morte), exibida na TV Globo em 1997, também entrou na discussão do Famosidades e opiniou sobre o assunto: “A vida anda tão corrida e atribulada que as pessoas querem mais é se espiritualizar, se conectar com o seu eu, se voltar para dentro. Com isso, novelas, minisséries ou filmes, seja lá o que for, que abordem dignamente esse assunto tendem a ter realmente um público fiel. Me diz aí quem não tem nem um pouquinho de curiosidade que seja para saber o que acontece conosco depois que falecemos? O brasileiro então tem muita crença, é um povo muito religioso e também curioso quando esse tema vem à tona”, constatou.

“A Cura”, minissérie de João Emanuel Carneiro, também está no ar atualmente na Globo [onde mais estaria?] e é outro exemplo de obra com temática espírita. A trama fala da vida de um jovem médico da cidade de Diamantina, no interior de Minas Gerais, que fora acusado de matar um colega. O conflito todo começa quando ele descobre que tem a capacidade de curar as pessoas por meio de cirurgias espirituais. O personagem, interpretado por Selton Mello, vive a dúvida de manter ou não essa atividade, fora a angústia que ele tem ao saber que a entidade que incorpora é a de um [demônio]médico que fora assassinado.

O cinema, é claro, não poderia ficar de fora [é claro]. Na esteira do centenário do médium Chico Xavier, morto em 2002, diversas produções foram lançadas. Não poderiam deixar de chegar às telonas a cinebiografia de Chico, assim como a adaptação do best-seller psicografado por Chico, intitulado “Nosso Lar”[não o meu], que estreou no começo do mês de setembro, em todo o país.

A produção de Wagner de Assis mostra que a vida após a morte continua quase igual a da vida terrestre (física), pois a alma trabalha, se locomove, come, dorme, reencontra-se com seus entes queridos, evolui e convive com os seus semelhantes. Nesse sentido, “Nosso Lar” parece ser o filme mais emblemático dessa safra espírita, até mais que “Chico Xavier”, filme que foi dirigido por Daniel Filho e que se prende mais à trajetória do médium.

Baseado no livro homônimo atribuído ao espírito André Luiz e lançado por Xavier, o filme já é uma das dez maiores bilheterias do ano e já levou ao cinema, até hoje, mais cerca de 2,5 milhões de espectadores. O faturamento chegou a R$ 19,1 milhões em apenas 14 dias de exibição. Para efeito de registro, “Chico Xavier” marcou 3,4 milhões de espectadores. O público dos dois filmes já representa quase 60% de toda a bilheteria de filmes brasileiros no ano de 2010, o que é algo surpreendente, sem dúvida.

E vem mais coisa por aí [vem mesmo]: com previsão para estrear em todo o Brasil entre dezembro deste ano e abril de 2011, o longa “As Mães de Chico Xavier” é uma iniciativa da produtora independente cearense Estação da Luz. A tarefa de dirigir caberá a três cineastas: Glauber Filho, Halder Gomes e Joel Pimentel, que mostrarão a história de três mães cujos filhos desencarnaram e, após isso, passaram a enviar cartas escritas por intermédio de Xavier. Todas as histórias são verídicas.

O ator Nelson Xavier, de 67 anos, que tem uma notável semelhança com Chico, a começar pelo sobrenome, interpretou o médium na produção de Daniel Filho e era ateu até fazer esse personagem [melhorou alguma coisa?]. Para "As Mães de Chico", Nelson aparecerá novamente na pele do médium, e com o maior orgulho.


Nota: O crescimento do espiritismo na mídia de modo exacerbado não é nenhuma novidade, principalmente para os leitores da Bíblia. Esta "onda" que se espalha não é nada mais, nada menos, que os últimos esforços de Satanás para conquistar o controle total da humanidade. Com a justificativa de se fazer boas obras para conquistar uma vida no paraíso, a doutrina espírita cresce influenciando uma boa parte da sociedade através de uma mídia cheia de malícia que molda o cérebro da massa. Com a crença de que estes espíritos são pessoas do passado, como entes queridos, Satanás introduz na mente das pessoas as mesmas palavras que disse a Eva no jardim do Éden: "certamente não morrereis", e assim, se transfigurando em anjo de luz ludibria milhões de pessoas. Mas a Bíblia nos adverte que:"nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios" 1 Timoteo 4:1. Que estejamos de olhos abertos "Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso." e continua:
"Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas." Apocalipse 16:14

domingo, 26 de setembro de 2010

Frase da semana #5

"Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um Criador. "  
Abraham Lincol

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ligações misteriosas

Ocupados com o fascínio, homens e mulheres se esquecem de testar a veracidade dos poderes ocultos. Muitas pessoas são seduzidas porque crêem que tudo que é sobrenatural vem de Deus, outras simplesmente são vulneraveis a qualquer atividade mistica e mergulham cegamente em um mundo de ligações misteriosas em busca de curas, previsões ou respostas, sem se importar em conhecer sua origem. Outros ainda preferem negar qualquer evidência da existência do Criador. O Pastor George Vandeman, através desta publicação, revela que essas ligações tem dois lados e lança um alerta: "Estar desinformado é correr perigo. Não se importar com a verdade pode ser fatal. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cientistas creem que o mar vermelho foi dividido pelo vento

A famosa passagem da Bíblia em que Moisés divide o Mar Vermelho pode ter sido real, segundo simulações feitas em computadores. A história do Livro do Êxodo diz que os judeus estavam fugindo do Egito, liderados por Moisés, e com o exército do Faraó em seu encalço. Moisés ergueu seu cajado e dividiu o Mar Vermelho, para que os judeus pudessem passar pelo meio das águas. Quando o exército do faraó tentou persegui-los, a água do mar caiu sobre os soldados, fazendo com que os judeus ficassem a salvo. Agora simulações feitas por cientistas americanos mostram que uma espécie de ponte poderia ter sido aberta em um determinado local do Mar Vermelho, ajudando os judeus a atravessarem as águas em segurança.

As pesquisas mostram que um vento leste forte poderia ter empurrado a água para um local onde um rio desaguava em uma lagoa. Com a água sendo empurrada para dois lados (para o natural e pelo vento leste) uma ponte seria aberta e pessoas poderiam atravessar em segurança. Assim que o vento parasse, a água voltaria ao seu lugar original.

Segundo um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA, a simulação bate com a situação apresentada pelo Livro do Êxodo – desde que um vento leste forte tenha soprado durante algum tempo.

Outros cientistas já tentaram explicar esse milagre de Moisés. Outra hipótese levantada é de que um tsunami tenha feito as águas se retraírem e voltarem rapidamente, mas nada foi comprovado.


Nota do bloc Criacionismo: Tremenda coincidência teria sido o mar se abrir justamente quando os hebreus pisaram em sua margem e se fechar exatamente quando eles passaram a salvo! Que vento ou tsunami controlados e sincronizados teriam sido esses? Não seria mais fácil e coerente admitir que ocorreu algo sobrenatural ali? O que significa para o Criador do universo abrir um canal por entre as águas do Mar Vermelho, a fim de fazer com que Seu povo passasse a pés secos e avistando duas colunas de água, à direita e à esquerda, conforme relata a Bíblia? Mais informações aqui e aqui. O que chama a atenção mesmo é que se trata de um artigo científico com tema religioso com revisão por pares! Bom começo?

(Criacionismo)

Ter uma religião ajuda a reduzir a ansiedade e melhora a imunidade

A tradição diz que a fé move montanhas. E, além disso, ajuda a reduzir a ansiedade, segundo estudo publicado recentemente pela revista Psychological Science, dirigido por Michael Inzlicht, psicólogo da Universidade de Toronto, no Canadá.

O especialista aplicou um teste denominado Stroop, que utiliza eletrodos para controlar a cognição e avaliar respostas cerebrais a determinados estímulos num grupo de voluntários. E os resultados mostraram que quanto maior o nível de religiosidade, menor a atividade do córtex cingular anterior, vinculado ao controle inconsciente do perigo e dos problemas. O achado foi batizado de Marcador Neural de Convicções Religiosas.

O médico Mario Peres, pesquisador sênior do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, afirma que existem muitos estudos epidemiológicos que evidenciam os benefícios da fé, da espiritualidade ou religiosidade para doenças mentais, menor prevalência de depressão, abuso de drogas e suicídio, melhor qualidade de vida, maior capacidade de lidar com a doença, menor mortalidade e tempo de internação, e ainda melhor função imunológica.

(UOL)

Nota: Cabe ressaltar que apenas a verdadeira religião é capaz de dar verdadeira saúde as pessoas. Como escrito em Mateus 8:7: "E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Frase da semana #4

“A ciência tem sido tão bem-sucedida que podemos esquecer que ela tem limites.”
Ariel Roth

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Evolução? “Não tenho fé suficiente”


Sentado no gabinete do neurocirurgião Ben Carson, diretor de neurocirurgia pediátrica no Hospital Johns Hopkins em Baltimore, Maryland, em conversa com ele, acabamos entrando no assunto da evolução e da origem. Ao interagirmos um com outro entre os eruditos volumes da estante e o moderno equipamento tecnológico sobre a escrivaninha, pareceu apropriado pensar sobre quem somos e de onde viemos. [O Dr. Carson é considerado um dos maiores neurocirurgiões do mundo, cuja história de vida tem servido de inspiração para muitas pessoas ao redor do mundo. Se quiser conhecer mais sobre esse grande cientista, leia o livro Ben Carson e assista ao filme “Mãos Talentosas”.]

Dr. Carson: Considere, por exemplo, este computador: Se você entrasse nesta sala e visse o computador, não pensaria que ele simplesmente apareceu. Ele não surgiu ao acaso.

Por que tantas pessoas preferem crer na formação ao acaso do Universo – e da vida em si? Em outras palavras, por que o assunto da evolução é tão importante?

Dr. Carson: Acaba sendo uma questão de propriedade. Quem é o proprietário do Universo? Quem é o proprietário da Terra? Quem é o proprietário da nossa vida? Quem acredita na evolução, e em uma explicação naturalista do Universo, basicamente vê a si mesmo como proprietário do fim – como o criador e fonte máxima de autoridade. Desse modo, essas pessoas não respondem a nada e a ninguém, pois não existe nada mais elevado do que elas mesmas.

Como isso acontece? Quais são as consequências de aceitar a opinião evolucionista da origem do ser humano? Como isso afeta a sociedade e a maneira como vemos a nós mesmos?

Dr. Carson: Crendo que somos o produto de “atos do acaso”, eliminamos a moralidade e o fundamento do comportamento ético. Pois, se não existe tal coisa como autoridade moral, podemos fazer o que quisermos. Todas as coisas se tornam relativas e não há razão para nenhum de nossos valores mais elevados.

Se somos produto do acaso, um sortimento de átomos ao acaso, vivendo em um universo determinístico que é simplesmente a consequência de interações físicas, isso tudo não parece futilidade?

Dr. Carson: Sim. Ao educar-me tive que aprender a teoria evolucionista, e como cristão que teme a Deus fiquei imaginando como fazer Deus e a evolução se entrosarem. A verdade é que não podemos fazê-los se entrosar; temos que escolher um ou o outro.

Muitos cristãos têm se dedicado demasiadamente à “ciência”, admitindo não só os dados observados, mas também as interpretações antiteístas. Você é questionado com frequência a respeito de ser um cientista lógico e um cristão?

Dr. Carson: Sim. Minha resposta é que quanto mais se entende a ciência, menos se acredita que tudo isso foi um acidente! Considere o cérebro, por exemplo, com seus bilhões de neurônios, centenas de bilhões de conexões e como se lembra de todas as coisas que já viu e ouviu.

Todas as coisas? Esta não parece uma descrição correta, pelo menos não do meu cérebro. Estou sempre me esquecendo das coisas...

Dr. Carson: Ponha uma sonda no hipocampo de um homem de 80 anos de idade e ele lhe contará as palavras textuais de um livro que leu 60 anos atrás. Esse é um órgão extremamente complexo e sofisticado; não o resultado de processos ao acaso.

Nem mesmo em menor grau?

Dr. Carson: Ainda que se permita a formação de uma única célula. E um organismo de uma única célula também é surpreendentemente complexo – as membranas, o núcleo, os nucléolos, a mitocôndria... Além disso, favorecemos demais os evolucionistas se começarmos com uma única célula. Procure começar com substâncias inertes!

Apenas suponhamos que tivéssemos aquela primeira célula?

Dr. Carson: Mesmo que você aceitasse a teoria evolucionista – desenvolvendo um organismo mais sofisticado nessa maneira teoricamente “lógica”, então deveria haver um continuum de organismos. E por que a evolução se desviou em tantas direções – aves, peixes, elefantes, primatas, seres humanos – se há alguma força evoluindo ao máximo? Por que não são todas as coisas um ser humano – um ser humano superior? Darwin declarou especificamente que sua teoria se baseava na descoberta de formas intermediárias, e tinha certeza de que nós as encontraríamos. Mais de cem anos depois ainda não as encontramos. Mesmo os mais primitivos fósseis não mostram tais intermediários.

Considere o simples caso do primata para o ser humano. Deveria ser fácil encontrar uma abundância de restos fósseis sendo que, de acordo com a teoria evolucionista, essa é a mais recente transição. Se podemos encontrar tantos fósseis de dinossauros, os quais são muito mais antigos no esquema evolucionista, deveríamos ter amplas evidências de intermediários entre os primatas e os humanos. Mas não temos. Temos muito poucos supostos intermediários – como “Lucy”, baseada na extravagante reconstrução com muito enchimento. Atualmente temos pessoas com significativas anormalidades congênitas cujos restos do esqueleto pareceriam um elo desaparecido. Por isso, “Lucy” não comprova o caso, e poderia haver inúmeras “Lucys” se a transição dos primatas para os humanos fosse verdadeira.

Há, também, todo o assunto dos organismos irredutivelmente complexos – a ideia de que todas as coisas precisam estar presentes de uma vez para que ele funcione. Como poderiam todos os itens complexos evoluir simultaneamente, como no olho, por exemplo?

Os muitos cientistas que discordam das suas opiniões lhe preocupariam? Afinal, 99 por cento poderá dizer que você está errado!

Dr. Carson: Antes de Darwin, a maioria dos cientistas era cristã. Mesmo Darwin foi criado como cristão, mas ficou amargurado. Propôs-se então a provar outra explicação para a vida. Devo dar a esse homem algum crédito: ele foi um grande observador. Nas ilhas Galápagos, ele encontrou tentilhões de bico forte, capaz de quebrar sementes duras. Descobriu também iguanas e tartarugas com diferentes adaptações. Portanto, concluiu que esses organismos estavam evoluindo, e ele estava correto em termos de microevolução – adaptação ao ambiente. Imagine se você só pudesse se alimentar se conseguisse encestar uma bola de basquete...

Jogadores de basquete evoluindo?

Dr. Carson: Somente pessoas altas seriam alimentadas e sobreviveriam. Eles transmitiriam seu gene de altura aos seus descendentes. Isso é evolução ou adaptação? Obviamente a última alternativa. Mas evolução significa que um organismo finalmente se transforma em outro bem diferente, e não existe evidência de tal transformação. Deus admitiu a adaptação, que fala de um Criador maravilhoso que concedeu a Suas criaturas uma estrutura genética flexível o suficiente para se adaptar. Mas isso não é evolução.

Considere também a complexidade do Universo. O telescópio Hubble nos revelou muito mais. Mas nossa galáxia é apenas um pequeno ponto no imenso esquema do Universo, e existe muito mais além do que conhecemos. Mesmo em nosso próprio Sistema Solar – estamos a 93 milhões de milhas do Sol. Se estivéssemos a 92 milhões de milhas, estaríamos incinerados; se a 94 milhões de milhas, estaríamos congelados. É demais! Tudo é extraordinariamente organizado com tanta complexidade. Como pode isso acontecer?

Depois considere as opiniões sobre a origem do Universo. Os cientistas falam sobre a segunda lei da termodinâmica, que declara que todas as coisas tendem a um estado de desorganização.

Então como poderia nosso Universo incrivelmente organizado surgir como resultado de uma grande explosão? Isso bate frontalmente com a segunda lei, que declara que como resultado ele seria menos organizado, não mais! Os cientistas precisam ser coerentes.

Agora uns poucos pensamentos conclusivos.

Dr. Carson: Finalmente, se você aceitar a teoria da evolução, despedirá a ética, não precisará defender um conjunto de códigos morais e determinará sua própria consciência baseada nos próprios desejos. Não terá razão nenhuma para coisas como amor altruísta, quando um pai mergulha para salvar um filho de se afogar. Poderá jogar fora a Bíblia como algo irrelevante, apenas fábulas tolas, pois você crê que ela não se harmoniza com o pensamento científico. Você poderá ser como Lúcifer, que disse: “Serei semelhante ao Altíssimo.”

Você pode provar a evolução? Não. Pode provar a Criação? Não. Pode usar o intelecto concedido por Deus para decidir se alguma coisa é lógica ou ilógica? Sim, absolutamente. Tudo se resume na “fé” – e eu não tenho o suficiente para crer na evolução. Sou uma pessoa lógica demais!

O que é ciência?

Num artigo publicado em espanhol, intitulado “La falibilidad de la ciencia”, Umberto Eco cita alguns componentes que podem tornar a ciência um fenômeno dogmático. Por exemplo:

1. Quando transforma hipóteses em “verdades” inquestionáveis ou absolutas.

2. Quando deixa de questionar o paradigma aceito por uma determinada cultura ou sociedade.

Isso me fez lembrar de determinada vertente darwinista que dogmaticamente proclama suas premissas não testáveis como um fenômeno capaz de passar pelo crivo do mais exigente método científico. É claro, a palavra “ciência” dá margem a uma gama variada de interpretações. O nosso Dicionário Aurélio, por exemplo, fornece cinco definições para o termo:

1. Conhecimento.

2. Saber que se adquire pela leitura e meditação; instrução, erudição, sabedoria.

3. Conjunto de conhecimentos socialmente adquiridos ou produzidos, historicamente acumulados, dotados de universalidade e objetividade que permitem sua transmissão, e estruturados com métodos, teorias e linguagens próprias, que visam a compreender e, poss., orientar a natureza e as atividades humanas.

4. Campo circunscrito, dentro da ciência, concernente a determinada parte ou aspecto da natureza ou das atividades humanas, como, p. ex., a química, a sociologia, etc.

5. A soma dos conhecimentos humanos considerados em conjunto.

O darwinismo pode tranquilamente ser enquadrado numa dessas definições; todavia, trata-se de uma utópica pretensão querer colocar Darwin no mesmo “laboratório” em que trabalhavam Newton e Galileu. É isso!

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